Lembranças

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Lembro-me bem. Era Dezembro. Correria das pessoas no shopping a procura do presente perfeito para os seus. Inclusive eu. Lojas, cheia de enfeitas, luzinhas, vendedores extras, avidez em comprar e vender… E eu andando pelos corredores querendo algo que me enchesse os olhos para comprar.

Fiquei andando e vendo aquelas pessoas se apertando nas pequenas lojas, e resolvi lanchar… Ainda bem que a praça de alimentação não estava como as lojas. Entrei na fila de um restaurante fast-food e aguardei minha vez.  Tenho o péssimo hábito de observar a conversa alheia – mas não sou daquelas que se intromete – mas com um sotaque diferente, eu me interessei mais em ouvir. Não sei por quanto tempo eu fiquei ali plantada em pé, esperando minha vez de ser atendida pelo caixa. Só me lembro quando, um assunto engraçado entre amigos me fez rir, e me eles me incluírem na conversa.

Ainda conversamos um “dedim de prosa” até eu ser atendida (que pena). Despedi-me deles, peguei minha bandeja e fui procurar uma mesa. Comendo e olhando para o nada, pensando em não sei o que, percebo que o grupo está as voltas procurando mesa para fazer o mesmo que eu. Aceno e os chamo para sentarem-se comigo. Cata uma cadeira aqui, outra ali e pronto. Estamos todos acomodados. Olho de maneira especial para um dos meninos – a fala é mansa, de sotaque mineiro, de riso acanhado – e o meu riso fica mais largo com meu interesse por ele. As conversas não se delongam muito (uma pena novamente!) e eu deixo meu email para que nosotros possamos conversar e quem sabe até marcar um outro dia no shopping?

Algum tempo depois eu recebo em meu email uma mensagem. Abro, leio, releio. Fico olhando para a tela do computador sem acreditar que ele tinha me escrito. Não hesito e respondo, perguntando um pouco mais sobre ele. Nada muito específico (senão era capaz da pessoa sair correndo) só o de sempre: o que você faz? Trabalha? Estuda? Mora onde? Essas conversas iniciais são sempre e todas iguais. Você não quer ser muito invasiva, mas tem a curiosidade borbulhando dentro de si. Alguns emails foram trocados, até que trocamos os telefones. Acho que a partir daí, não paramos mais de conversar…

Nos demos a oportunidade de entrar na vida do outro. Saber da família, do trabalho, dos amigos, das manias (e quantas!rs), dos azedumes… Até que um dia um pedido de namoro aconteceu…  (Continua…)

Aline Lima

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