Diferente

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Aquele dia foi diferente. Eu tinha lhe pedido para me procurar somente se tivesse certeza do que queria. Estava cansada da sua insegurança, dos seus impulsos Freudianos, do seu ID. Sou uma mulher de Superego, não me contento com devaneios.  Não queria mais ser sua cobaia sentimental. Tinha tanto coração para viver e me via presa em você, na sua instabilidade.

E apenas fui morrendo e definhando. Fazia uma semana que a gente não se falava.. Nenhum meio de comunicação foi capaz de expressar minha decepção ao me fazer pensar que você era mais um, quando eu sempre acreditei que você seria “aquele”.

Mas foi diferente! Quando te olhei no portão, seus olhos transmitiam uma nítida mudança, não sabia o que era, tinha uma leve cintilância naquele olhar. Seus ombros estavam baixos, mas me passavam segurança de quem queria algo. Não soube o que pensar quando te olhei no portão. Aquela segunda-feira cinza, nublada e fria, estava você segurando uma flor vermelha. A minha vontade foi de correr chorando até te espremer entre meus abraços, mas fui andando lentamente com um riso Gioconda. 

Senti lentamente seus braços se cruzando nas minhas costas e eu perdi a razão, a voz, a sanidade. Apenas lhe abracei. O mais forte que eu pude e você me comprimia como se fosse virar siamesa a ti… Sua voz rouca no meu ouvido apenas dizia: Posso te deixar louca?

Apenas uma risada sacana… 

Aline Lima.

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2 comentários sobre “Diferente

  1. Apesar de romântico, o texto é revelador de um desejo aparente guardado no inconsciente e que ainda não se “libertou”.

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