E o Amor?

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Talvez seja isso esse negócio de amor. A gente mal sabe vestir as próprias calças mas precisa de um amor.

O que seria ele afinal? Não digo ladainhas de príncipe encantado, aquele que me completa, o que me faz rir mesmo quando eu não quero… Desconfio muito quando dizem que isso é amor…

Digo, o que é o amor? Será que é contagioso a ponto de fazer duas pessoas distintas pensarem da mesma maneira. Isso é amor? Sinto-me entediada pensando nisso. Achei que o amor, era uma sentimento inteligente, que te fazia estrelas no estômago, como as de champanhe, e não querer possuir alguém como uma gleba.

As vezes me pego pensando em inteligência e sarcasmo e vejo que não é todo mundo que tem e que entende quando vc difere uma frase desconhecida dos outros. Não é questão de soberba, é questão de não fazer a mínima questão de entender, se não for o que estiver no momento passando no programa fashion da TV ou na novela.

E aí me pergunto, se ser inteligente e sarcástica me faria encontrar um amor ou o amor. Me pergunto se deveria me permitir ser menos irônica e aceitar e concordar com certas idiotices para ter alguém interessante para conversar e amar. Mas minha inteligência é tão acima de mim, que não aceitaria amar alguém com quem não soubesse ao menos filosofar sobre as frivolidades dessa mundania nossa.

De cara, eu já descartei aqueles que julgam, apontam e acham que uma carcaça é maior que as atividades cerebrais, que não conseguem distinguir retifica/ratifica, que acham que um par de glúteos empinados – quando são apenas eles – são melhores que um pensamento rápido, que acham que o viço nunca terá fim, que seremos eternos nos bíceps, e que as gatinhas dos biquínis estarão a disposição.

Não sei se minha miopia é tal que não consigo ver esse Amor que todo mundo fala. Não sei se ele vai em balada, na missa, rave, ou está me esperando em alguma gôndola do mercado, com um saco de arroz na mão e me perguntando se a marca é boa.  Não se trata de carência afetiva ou sexual, trata-se de um vazio da própria existência de sentimento. Querer estar com alguém que te diga umas ironias e que seja sagaz – ou que seja até mais q você – te faz viva, te faz querer respostas a altura, e aí nasce o brilho nos olhos que eu tanto procuro.

Não são as fórmulas em revistas de fofoca, ou a milésima entrevista do casal que está junto há 24412 anos e o entrevistador faz (sempre) a mesma pergunta: Qual é o segredo para estar tanto tempo junto? Quero conhecer um alguém sem métodos, sem amarras, quero que ele tenha uma vida, uma vida comum ou extraordinária, mas que ele seja capaz de dividir ou somar ou multiplicar com a minha, para a gente ter uma outra vida, só nossa, com nossas estrelas, nossos universos e buracos negros,…  E que mesmo assim, tenhamos nossa própria vida. Alguém que esteja disponível a construir futuros melhores para ele, para mim, para a gente…

“Alguns infinitos são maiores que os outros…”

Aline Lima.

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