Ampulheta

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E por muito tempo eu achei que você me devia alguma coisa. Ledo engano meu. Você não me deve nada. Pode ir, eu te deixo. Não porque você mereça, mas eu preciso de paz. Paz para recomeçar, paz para acreditar novamente. Paz para reconstruir…

Por muito tempo eu achei que você me devia alguma coisa.  E te algemei. Só mal sabia que te carregar comigo me deixava muito mais exausta do que a você. Me deixava muito mais longe dos meus objetivos do que você dos seus. Afinal, você estava sendo carregado e eu a mula.

Pode ir. Eu mereço que você vá. Seja feliz. Eu to juntando o que você destruiu. Minha história contigo começa a ser passado. As palavras que um dia você disse pra mim e que já fizeram tanto sentido, hoje não passa de poeira e teias que com o mínimo esforço estão indo embora.

As feridas estão se fechando e virando cicatrizes. Eu não tiro mais as cascas para elas sangrarem e assim poder sentir a dor e ter raiva de você. Eu não mereço. Eu não posso. Eu não quero. Hoje eu olho para elas e as deixo cicatrizar. As marcas estarão visíveis, mas eu estarei limpa de você e de todo o sentimento ruim que um dia eu me imbuí.

Sim, as chaves estavam o tempo todo comigo mas só agora que eu quero abrir essas algemas. E abro de coração aberto, sem pesos, sem rancores.

Vou ser feliz mesmo com minha cicatrizes. Elas fazem  parte da minha história agora. Elas não mandam mais em mim.

Aline Lima

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