Anjo

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Eu o encontrei quando dobrava à esquina. Ele riu pra mim. Não disse nada, apenas estendeu-me a mão. Perguntei seu nome e ele apenas me olhou, me conduzindo a calçada.

Sim, ele era um anjo. Ele não tinha olhos azuis, nem cabelos cacheados, mas sim, ele era um anjo. Ele me conduziu colocando suas mãos em volta da minha cintura para que eu não me machucasse mais e  procurou o assento mais próximo para que pudesse me sentar e voltar a meu estado normal.

Sim, foi um susto. Eu quase parto dessa para melhor. Mas por sua causa, ainda terei uns dias na Terra para brincar e fazer algumas estripulias.

Só senti meus olhos fechando e de repente, não vi mais nada. Quando recobrei minha consciência, estava numa cama de hospital. Perguntei onde estava o meu anjo e ninguém soube me responder. Ninguém tinha o visto. Só eu.

Obrigada por ter me salvado de mim mesma, obrigada por me dar uma segunda chance.

Aline Lima.

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