Despedida

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Não sei quem inventou as despedidas. Mas pra mim, elas nunca foram bem vindas. Saber que, quem se gosta vai embora e mesmo assim deixá-lo ir, é a mesma coisa que brincar com faca sabendo que vai cortar.

Nem as despedidas inventadas eu gosto. Elas vem carregadas de ilusão e sofrimento. Imbuídas de “se”. Se ele fosse meu, se eu o aguardasse na estação. O engordar das expectativas. O eterno “se”.

Tem gente que volta da despedida, tem gente que vai pra nunca mais. Outras preferem um até logo e outras, adeus. Não sei disfarçar pranto de quem está longe. Pagar tributo para a saudade é dolorido, porque ela nunca te respeita. Começa com lágrimas, ardência e, dependendo do tempo, torna-se uma vaga lembrança.

Despedir-se, para alguns pode ser um ato de desapego e amor, para mim, a despedida é rasgo no coração. É não saber o depois, é não saber o além.

Aline Lima.

 

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