Qual é o peso?

mascaras (2)

Qual é o peso dessas máscaras que sempre carreguei? Relutei em admitir que elas existiam, mas cada dia eu era uma. Às vezes solícita, outras, vazia. Era assim que eu me encaixava na vida.

Eram elas que me animavam a viver a vida miserável que eu tinha. Todos os dias eu me enganava com as mentiras mais sinceras. Éramos parceiras de vida, na vida e para a vida. Era mais fácil, mais seguro, mais confortável conviver, viver, sobreviver assim. Nietzsche me disse uma vez que ‘A mentira mais comum é aquela com a qual um homem engana a si mesmo’.

Até que um dia, envolta em tantas histórias, eu não sabia mais quem eu era, o que ou quem amava. Só sabia amarrar as fitas delas. Olhei no espelho e não me reconhecia mais. Resolvi desatar os nós, e deixá-las cair. Só não sabia o quão difícil era.

Lavada em lágrimas e sofrimento, arranquei todas elas e as joguei fora. Era como se fossem partes de mim. E na verdade, eram. E aos poucos refazer, retomar, reconstruir quem era aquele indivíduo que tinha todos os sentimentos de outrem dentro si, mas não sabia o que de verdade sentia. Não sabia até ali.

Aline Lima.

 

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