Cartas à ela

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As folhas estavam descansando na minha mesa, e apenas coloquei as letras nela. Seu rosto vinha a minha mente, seu sorriso, seus cabelos cacheados, negros e brilhantes que alisam meu ombro toda vez que você estava triste. Era para você que eu escrevia todas aquelas frivolidades cotidianas, todos os passeios com o cachorro que eu não dei, toda as vezes que saí com você com a blusa amarrotada só para te irritar, todas as vezes que neguei os beijos de boa noite que você me pedia.

A vida é implacável com quem não cuida daquilo que a gente tem: Ela tira! Sem o menor pudor, sem a menor pena. Ela leva de você aquilo que achávamos que teríamos ad aeternum, aquilo que temos como líquido e certo. Pois é meu parceiro, ela foi embora. Numa conversa calma, ela foi. E não vai mais voltar. Ela te deu todas as chances  possíveis, ela chorou, mas tinha a consciência tranquila. Ela queria muito e foi atrás, eu achei que seria pra sempre e não cuidei.

Hoje estou aqui escrevendo cartas para ela. Talvez ela nunca as leia, talvez ela jogue fora, ou então nunca chegue ao destino, mas eu precisava dizer o quanto eu aprendi, precisava desabafar, tirar esse engodo de mim. Ela estará sempre em um lugar especial, mas hoje o que eu tenho, são apenas essas cartas para ela!

Aline Lima.

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